Luiz Antonio Ryff
       
      Quem crê em pesquisa sobre droga?

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgou seu Relatório Mundial sobre Drogas 2009. O estudo de 314 páginas afirma que “o mercado global de cocaína, opiáceos (ópio, morfina e heroína) e de maconha está estável ou em declínio, enquanto a produção e o uso de drogas sintéticas estão em crescimento nos países em desenvolvimento”.

Segundo a ONU, aproximadamente, 167 milhões de pessoas fazem uso de maconha ocasionalmente. Ópio e cocaína têm cerca de 18 milhões de usuários cada. Estima-se que de 11 milhões a 21 milhões de pessoas no mundo inteiro usem drogas injetáveis. Entre as drogas sintéticas, de 16 milhões a 50 milhões tomam anfetaminas e drogas afins, sendo que 27 milhões experimentaram ecstasy.

Sendo a produção e o consumo de drogas atividades ilícitas e clandestinas, fico imaginando a confiabilidade da coleta de dados dessa pesquisa…

Publicado por Luiz Antonio Ryff - 24/06/09 11:28 PM


9 comentários em “Quem crê em pesquisa sobre droga?”

  1. Comentário de Antonio M

    O que é verdade é, o aumento e tendência de crescimento das drogas sintéticas. Em comparação à maconha por exemplo, é muito mais cara e em pequenos espaços pode se trasnsportar/portar quantidades que representam milhões de US$ e capacidade de entorpecimento incomparável.

  2. Comentário de Nhé!

    Bom, eu tb não sei como fazem pesquisas de avaliação do governo…
    Mas dá o que pensar!

  3. Comentário de Renato Gonçalves

    Estou achando essa pesquisa uma droga.

  4. Comentário de Homem que sabe tudo

    Quem fez essa pesquisa estava muito doidão.

  5. Comentário de Adriano Silva

    Ontem comentavam no rádio (CBN São Paulo) sobre esta pesquisa. Falaram que, no ensino médio, aqui no Brasil cerca de 3% dos alunos eram usuários de drogas, sendo a maioria anfetaminas. Só 3%? Nem em colégio de freiras…

  6. Comentário de Weiss Fhüdher

    O comentário de Adriano Silva de que a maioria dos 3% dos consumidores do ensino médio usa anfetaminas já deixa dúvidas sobre essa pesquisa. Quando eu era adolescente se usava muita anfetamina e afins como Mandrix, Anaroxil, Estenabina, Disbutol, Preludin, Mequalon, Lipomax, Ritalina, etc… que eram chamadas de “bolinha”. Hoje em dia nem se houve mais falar desses comprimidos pois a “bolinha” virou “balinha”, que é uma espécie de mistura desses todos citados e mais alguns outros batizada com o nome de Extasy.
    E alguém aqui já foi entrevistado sobre qualquer pesquisa que seja?
    E quantos, numa pesquisa, têm coragem de admitir que usa drogas?
    Acredito que esse número seja infinitamente maior. Mas, a nossa civilização judaico-cristã-ocidental insiste em continuar com a síndrome de avestruz.
    Agora mesmo estão querendo criar mais um motivo de tráfico com essa perseguição implacável ao tabaco.
    É sempre bom lembrar que a Máfia só se criou definitivamente nos EUA quando implantaram a Lei Seca na década de vinte, lembram?
    8)

  7. Comentário de PennyLane

    Não sei dizer sobre essa pesquisa, mas quem quiser saber como o Departamento de Economia da Universidade de Chicago passou anos estudando a Economia do Tráfico de Drogas, pode assistir a essa palestra muito interessante do Steven Levitt (do Freaknonomics.com) no TED: http://www.ted.com/talks/steven_levitt_analyzes_crack_economics.html

    Às vezes a fonte de pesquisa não é o usuário, mas o traficante…

  8. Comentário de Mr. WRITER

    Bom, concordo com o Renato: Essa pesquisa é uma droga…

    E outra, nunca fui entrevistado, nunca uma maigo meu foi, nunca um vizinho meu foi, nunca uma amigo de vizinho foi, nunca um parente foi, nunca um amigo de parente foi, nunca uma vizinho de parente de amigo foi… enfim… que diabos de realidade relfete uma pesquisa que nunca chega nem perto do universo amostral do qual fazem parte as pessoas reais…

  9. Comentário de Anrafel

    Pesquisas são assim: o entrevistado diz que nunca usou drogas e que faz sexo todo os dias.

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