Pároco da Catedral São José, a Igreja Matriz de São José do Rio Preto, em São Paulo, o padre Aparecido Donizeti Bianchi atropelou dois motociclistas. Se fosse só isso… Mas a polícia acusa o religioso de dirigir alcoolizado, invadir uma preferencial, fugir sem prestar socorro e se recusar a fazer o teste do bafômetro. O padre já tem condenação por dirigir embriagado e desacatar policiais.
Como não poderia deixar de ser, o “Faça a legenda da foto” desta semana é uma homenagem a Eduardo Suplicy. Afinal, é dele a imagem mais marcante deste final de mês, ao levantar um gigantesco cartão vermelho para o presidente do Senado, José Sarney. O pai de Supla fez isso quando o jogo já tinha acabado, o time vencedor comemorava a vitória, a torcida adversária já havia deixado o estádio com as bandeiras enroladas e até os refletores já estavam apagados. Suplicy ganhou o troféu de efeito retardado do ano. Aproveitando a deixa, se você fosse o Suplicy e também tivesse um problema de timing para reagir aos acontecimentos, para quem ou o quê você daria cartão vermelho?
(p.s. A entrada tardia do post é uma homenagem involuntária a Suplicy. Agradeço à NET pela colaboração inestimável. Daqui a dois dias eu mostro o cartão vermelho para eles. Skavurska!)
Dica do Lula Borges. Um vídeo mostra seu xará mais famoso em dois momentos, como presidente e como oposição, falando dos programas assistencialistas do governo.
Na véspera de o ex-ministro Antonio Palocci ser julgado no STF sobre a quebra do sigilo de um caseiro, seu sucessor na Fazenda, Guido Mantega, ameaçou responsabilizar funcionários da Receita que vazem informações sigilosas.
- Nós sabemos que violar sigilo fiscal é um crime, que nem o ministro da Fazenda e nem um funcionário pode cometer senão será fortemente responsabilizado, com consequências severas.
Para mudar de forma drástica o rumo da prosa… Deu no jornal Extra.
“Foi pau a pau. Durante três minutos e 20 segundos, um professor de Biologia e uma gerente de sex shop duelaram para ficar com o lote 44 do leilão da 6ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu: “200 pênis em silicone, modelo Peter King 08′”. Ele diz que pretende revender o material na internet.
Em geral eu evito notícias bizarras - afinal, isso todo mundo faz - mas não dá para fechar os olhos para certas histórias. Dica do Xandão que é digna de figurar na série “é melhor mudar de profissão”.
Um cachorro de 16 anos morreu ao ser esquecido dentro de um carro por cerca de quatro horas na cidade de Richmond, nos EUA. A temperatura era de 33ºC. E daí? E daí que Robin Starr, a dona do carro que deixou o totó da família torrando dentro do veículo, é diretora-executiva da Richmond Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção à Crueldade contra os Animais de Richmond). Essa aí, nem chamando o Duda Mendonça para mudar de imagem…
“Somos servidores públicos de Estado e pautamos nossa vida funcional pelos princípios da ética, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade. O que nos trouxe para a administração da RFB foi a crença na possibilidade de construção de uma instituição mais republicana, com autonomia técnica e imune às ingerências e pressões de ordem política ou econômica. Nesse sentido, seria desnecessário destacar o nosso desapego a cargos comissionados, pois o nosso compromisso se prende a projetos que privilegiem o interesse público.”
Esse trecho faz parte da carta assinada por doze integrantes da cúpula da Receita Federal pedindo demissão. Alegam insatisfação com a exoneração da ex-secretária Lina Vieira e condenam o que consideram pressões políticas na Receita. Mais 30 ocupantes de cargos estratégicos também podem fazer o mesmo.
Entre os que pediram para deixar os cargos de confiança estão cinco superintendentes regionais (responsáveis por 9 estados com maior arrecadação) e o subsecretário de Fiscalização, Henrique Jorge Freitas da Silva, o segundo na hierarquia da Receita.
O país vive um momento curioso em que largar um posto importante confere mais brilho ao currículo do que aceitar um cargo, ou permanecer em um.
A foto a ser legendada na semana é um flagrante do assunto político dos últimos dias: o “vou-não vou” de Aloizio Mercadante do cargo de líder do PT no Senado. A imagem aí em cima da Agência Brasil é um clichê do fotojornalismo, sempre usado para reforçar o isolamento de algum político ou figura pública. Apesar de batida, variações dela foram publicadas por quase todos os principais jornais do país. O que Mercadante faz? O que escreve? O que lhe diz sua consciência?
Em 2002, João Moreira Salles acompanhou os últimos dias de campanha de Lula para fazer o documentário “Entreatos”. O filme foi lançado após a posse. Em agosto de 2005, quando estava no NoMínimo, revi o filme em meio ao escândalo do Mensalão para constatar que era uma obra aberta que se adequava à visão política do espectador e ao momento histórico vivido (o texto original permanece aqui).
Vale rever uma passagem destacada pela reportagem na época. Lula está em um jatinho, cinco dias antes do segundo turno, conversando com Silvio Pereira, ex-tesoureiro do partido, Wilson Timóteo Júnior, assessor de imprensa, e com José Graziano, o criador do extinto Fome Zero. O primeiro deixou o partido, o segundo morreu, o terceiro saiu do governo.
“PT deve ser consciência crítica do governoLula analisa como será sua a relação com o PT quando chegar à Presidência. Essa viagem é o único momento do filme em que Lula mostra algum tipo de reflexão política. Até por isso tem os trechos mais propícios à interpretação. Diz Lula:
- O PT vai passar por uma nova experiência, que é ser um partido que tem a Presidência da República, que tem um programa aprovado num congresso. Eu acho que é me cobrando que o partido pode ajudar a gente a fazer as coisas que a gente quer. Obviamente que o partido tem que ter a sensibilidade para entender se a gente pode fazer ou não pode.
- O Olívio Dutra tem uma frase que é: ‘Relação entre partido e governo deve ser necessariamente tensa.’ Usou exatamente esse termo que você está colocando. O partido tem que estar sempre empurrando… - interpreta Sílvio Pereira.
- Não precisa ser sempre tensa - corrige Lula.
- Tensa, não é uma briga interna. No sentido de… - Silvio tenta se explicar.
É cortado, no entanto, por uma voz fora de quadro (provavelmente Graziano, que estava atrás da câmera):
- O partido não pode querer ser governo. Esse é o segredo.
- O partido tem que exercer o papel de partido e ser uma espécie de consciência crítica do governo diante da sociedade. Mas o partido não pode abandonar o seu governante porque o governante não está fazendo aquilo que o partido, dez anos atrás, colocou no programa que era pra ser feito. Até porque cada dirigente do partido, como eu, não consegue cumprir os compromissos que a gente faz com a mulher da gente, com os filhos da gente a vida inteira. E nem por isso a gente é mau pai, mau marido, sei lá… - encerra Lula.”
Ontem de manhã, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) anunciou pelo Twitter que estava deixando a liderança do partido por conta do episódio envolvendo o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Mercadante, que é pré-candidato à reeleição no próximo ano, estava enfraquecido e isolado no cargo. No discurso, defendia a apuração dos atos secretos e o afastamento de Sarney. Embora o PT tivesse orientado os petistas no Conselho de Ética a votarem pelo arquivamento de 11 representações contra o peemedebista. Mas se pessoalmente era contra, como líder não mexeu uma palha para atrapalhar o jogo político do Planalto.
“Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável”, escreveu ele às 8h15.
Não subiu. Atendeu a um pedido do ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB), para, antes, conversar com o presidente Lula.
Essa meia-volta foi ironizada até por aliados do governo, como Wellington Salgado (PMDB-MG), o suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
- (Mercadante) Queria mesmo era ser chamado pelo presidente Lula, sentar no colo do papai e ganhar um cafuné. Mas acabou arrebentando o partido.
Hoje, depois da conversa, Mercadante voltou atrás teve o seu “dia do fico”. Fez que foi, mas não foi, e anunciou que permanecerá como líder do partido no Senado. Alegou que não poderia “dizer não” a Lula. Afinal, quem ousa dizer não a Lula?
Mercadante, no fim das contas, revogou o irrevogável. Em política algumas palavras têm significado diferente mesmo.
Quem usa a internet está sujeito à praga dos spams. E-mails que oferecem a solução para a queda de cabelo, aumento do pênis, sociedade em fortunas africanas bloqueadas em bancos suíços, ou alertam para problemas com a Serasa e com instituições financeiras nas quais você não tem qualquer conta.
Jornalistas, contudo, são obrigados a sofrer com um tipo de lixo digital adicional: releases esdrúxulos de assessorias de imprensa sem noção. Eis o título de um desses que invadiu a minha caixa postal ontem: SAIBA TUDO SOBRE MAX, O CÃO DO REALITY SHOW A FAZENDA. Assim mesmo, em letras maiúsculas.
O texto informa que a participação no reality show da Record não é a primeira aparição de Max na TV. “Com apenas um ano e nove meses, o cão artista já estrelou um comercial junto com o modelo Paulo Zulu em novembro do ano passado”. Ah, tá. Max, como toda celebridade ou aspirante a celebridade que se preza, também gasta parte de seu tempo com projetos sociais. E já está licenciando produtos com seu nome.
Nesse mundo que valoriza celebridades, até cachorro de reality show tem direito a seu quinhão de 15 minutos de fama.
Colaborador do blog, Paulo Bicarato, indica uma notícia e aposta 10 narjaras turettas que a história é insuperável em matéria de nonsense (”homenagem” à sumida atriz, narjara turetta foi uma “moeda” criada nos anos 90 no extinto programa humorístico TV Pirata, durante o período de tentativa de estabilidade monetária, em que o dinheiro mudava de nome rapidamente… sacos de pitomba, merrecas, merrecas novas etc…).
Segundo a BBC, os pesquisadores fizeram um exercício matemático que especula sobre a possibilidade de a raça humana sobreviver a um ataque de mortos-vivos “clássicos” - aqueles que aparecem nos primeiros filmes do gênero se movendo devagar e demonstrando pouca inteligência.
“Se a escala do surto aumentasse, então, o resultado seria o do juízo final: um surto de zumbis resultaria no colapso da civilização, com todos os humanos infectados, ou mortos. Isso porque nascimentos humanos e mortes dariam aos zumbis um suprimento infinito de novos corpos para infectar, ressuscitar e converter”, afirmam os cientistas, que falam aqui (em inglês) sobre as semelhanças entre uma epidemia real e um ataque zumbi.
A pesquisa foi feita com fundos públicos ou privados? Em dinheiro vivo? Ou morto-vivo?
O presidente Lula resolveu entrar na polêmica envolvendo a ex-secretária da Receita Federal e a ministra-chefe da Casa Civil. Lina Vieira afirmou que foi convocada por Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto e recebeu o pedido para que apressasse o fim das investigações sobre os negócios suspeitos de Fernando Sarney, filho do senador José Sarney. Dilma negou o encontro. Lina reafirmou. Dilma negou novamente. A secretária de Lina confirmou. Antes que Dilma tivesse que negar três vezes, como uma famosa figura bíblica, Lula saiu em sua defesa e afirmou que as duas deveriam mostrar suas agendas para ver quem está mentindo na guerra de versões.
O presidente sabe que esse tipo de encontro não consta das agendas públicas. Eis o problema: De um lado há uma servidora pública de carreira, aparentemente sem perspectivas eleitorais ou ambições partidárias; de outro temos a principal funcionária do governo federal, pré-candidata à sucessão de Lula e com um delicado retrospecto de versões desmentidas.
Ou seja, cabe à Dilma provar que não houve a tal reunião. O mais fácil para acabar de vez com qualquer dúvida seria revelar as imagens das câmeras de vídeo do Palácio do Planalto no dia e hora da alegada conversa. Mas, em política, quem quer transparência?
Uma lei aprovada no Afeganistão obriga as mulheres casadas a terem relações sexuais com seus maridos a cada quatro dias. Se ela não quiser e for forçada, o estupro é perdoado. Ou seja, o marido tem o direito de violá-la. E, se não quiser exercer o seu “direito”, o homem pode optar por não lhe dar comida.
Um senhor, dois poodles, um sofá rosa e uma festinha privada que não parece muito animada. Essa cena inusitada é a foto a ser legendada da semana. Surpreendam-me!
Morreu hoje, no Quênia, Kimani Maruge. Com 90 anos, ele era considerado o estudante mais velho do mundo. Sei não, mas desconfio que o título agora pertença a alguém na UNE…
O Congresso pediu ao Ministério da Saúde que liberasse doses exclusivos do antiviral Tamiflu para a casa (conteúdo para assinantes). O objetivo era evitar que servidores e parlamentares com suspeita de terem contraído a gripe A (H1N1) tenham que ir a postos de saúde em busca de tratamento. Como todos sabem, ali está cheio de gente que, para usar a expressão de Lula, não se acha “pessoa comum”.
O atacante Ronaldo deu uma entrevista coletiva hoje no Corínthians. O jogador foi perguntado sobre a lipoaspiração que fez com o nome de Aristides. Ele tentou fugir da marcação dos repórteres nos dando uma canelada jornalistas.
- O que faço da minha vida particular é exclusivo meu. Não tenho que dar satisfação a ninguém, nem à imprensa, nem ao torcedor.
Deu na Folha, em matéria de Márcio Aith (conteúdo para assinantes): A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. (…) Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. As receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão).
Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro. A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.
O que será que o sempre combativo Paulo Henrique Amorim tem a dizer sobre isso?
A potiguar Larissa Costa é a representante do Brasil no Miss Universo. E deu uma entrevista em vídeo para a organização do concurso em inglês, ou algo bem parecido. O G1 tentou decifrar.
Pergunta: Diga algo sobre o seu país que as pessoas podem não saber.
Miss Brasil: O Brasil é um país com muitas belezas naturais e as pessoas dão boas-vindas a todo mundo.
Pergunta: Qual é o seu maior medo em ser uma candidata ao Miss Universo?
Miss Brasil: Tem muitas participantes (pausa)… a minha beleza espiritual (o sentido da frase de Larissa é quase incompreensível).
Pergunta: Quais seriam os seus três desejos?
Miss Brasil: Eliminar as desigualdades sociais, eliminas as pobrezas materiais e de espírito, e paz para o mundo.
A imagem acima mostra o golfista Tiger Woods comemorando uma tacada no Buick Open, na semana passada, em Michigan, nos EUA. Mas atentem para a figura em verde no fundo. O que seria?
Questionado pelo repórter Danilo Gentili, do programa humorístico CQC, sobre que filme representaria melhor o momento atual vivido pelo Senado, o presidente do Conselho de Ética, o suplente do suplente Paulo Duque (PMDB-RJ, na vaga do atual governador Sérgio Cabral), respondeu que seria um “bang bang ao anoitecer”. Alguém concorda?
Quem diria que viveríamos um dia em que Renan Calheiro defenderia a participação popular no Senado, se preocuparia com a quebra de decoro e com a falta de ética de seus pares?
Perguntar não ofende. O que é pior, o Lula sair em defesa do Sarney com aqueles argumentos de que ele não pode ser julgado como “gente comum”, ou o silêncio de José Serra e Aécio Neves sobre a crise no Senado? O que será que eles pensam e não dizem sobre o assunto. E por que não dizem…
A sexta edição do livro de gírias produzido por um linguista da UCLA e seus alunos, nos EUA, inclui a palavra Obama como adjetivo. Deriva da imagem do presidente, obviamente. E significa “cool” (ou legal, bacana).
Se fosse por aqui, que boas gírias nossos políticos dariam?
Do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aquele mesmo do cabelão, no Painel da Folha (para cadastrados), defendendo o atual sistema de escolha de substitutos no Senado. Ele ocupa uma cadeira na casa sem ter tido um mísero voto, já que é primeiro suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
- Jesus Cristo também é suplente. O Espírito Santo é segundo suplente. Deus é o titular.
Diariamente, a Casa Branca recebe mil faxes, 100 mil e-mails e entre 25 mil a 35 mil ligações para o presidente. Além de 65 mil cartas por semana. Quando assumiu, Barack Obama pediu que lhe enviassem 10 delas todos os dias para sentir o pulso da América. Um vídeo mostra como elas são selecionadas e Obama comentando algumas. Imaginem o exército empregado para fazer a triagem…