Sibá Machado (PT-AC) foi eleito para presidir o Conselho de Ética do Senado. Ou seja, é onde irá parar o caso envolvendo o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado do petista. Suplente da ministra Marina Silva (Meio-Ambiente), Sibá ganhou o cargo sem ter um único voto (coisas do sistema político brasileiro).
Não sabe quem é Siba? Quem viu algum daqueles depoimentos no Congresso sobre o mensalão sabe quem é. Ele se destacou defendendo os envolvidos no escândalo.
Primeira universidade no país a empregar o sistema de cotas raciais, a UNB tem um abacaxi nas mãos para descascar. Gêmeos univitelinos, Alan e Alex Teixeira da Cunha, são considerados idênticos por quem os conhece (clique aqui para ver os irmãos). Filhos de pai negro e mãe branca, Alan escolheu Educação Física, Alex optou por Nutrição. Os dois se candidataram ao sistema de cotas para negros da instituição.
A definição de quem se encaixa ou não no critério de raça da universidade é feita por uma banca que analisa uma foto enviada pelo postulante. E eis aí o problema. Para a UNB, Alan é negro, mas Alex não é.
Não vou aqui entrar no mérito da questão, se as cotas são justas ou não – o que renderia pano para manga e desviaria a discussão da história.
O imbróglio dos gêmeos idênticos evidencia o óbvio. Em um país miscigenado como o nosso, definir “no olho” a cor de alguém é um ato arbitrário. O curioso é que tal procedimento, sem qualquer critério objetivo ou parâmetro racional, seja chancelado por instituições que deveriam prezar e ensinar justamente o rigor científico.
p.s. A BBC Brasil está produzindo uma interessante série que traça o perfil genético de nove brasileiros famosos de origem africana. Os resultados divulgados até agora mostram o quanto essa discussão sobre raça é complexa. Segundo as análises de DNA, o sambista Neguinho da Beija-Flor e a ginasta Daiane dos Santos têm mais genes europeus que africanos. Alguém diria que eles são mais brancos do que negros?
Uma das mais respeitadas universidades do mundo, Princeton tinha um pequeno laboratório que atraía um interesse inversamente proporcional ao reconhecimento de sua produção científica.
Criado em 1979, o Pear (Princeton Engineering Anomalies Research laboratory) conduzia estudos sobre telecinesia (a possibilidade de fazer com que os objetos, sem serem tocados, se movam a distância) e percepção extrasensorial. Seu objetivo primordial era provar que o poder da mente poderia influir no funcionamento de máquinas e objetos.
Sua simples existência em tão renomada instituição era motivo de constrangimento para administradores da universidade e de chacota na comunidade científica. Como diz Robert L. Park, físico da Universidade de Maryland e autor de “Voodoo Science: The Road from Foolishness to Fraud.”
- Tem sido um embaraço para a Ciência e para Princeton.
Como não houve interesse da universidade, nem do governo, o laboratório e sua pesquisa foram bancados com doações particulares. Dessa forma o PEAR torrou mais de US$ 10 milhões desde que foi criado pelo professor emérito Robert G. Jahn, 76, ex-decano da escola de Engenharia da universidade e considerado um dos maiores especialistas de propulsão a jato. O dinheiro custeou uma pequena equipe e material para a pesquisa, incluindo apetrechos como um pêndulo com uma bola de cristal.
E que pesquisas? Por exemplo, os participantes sentavam em frente a uma caixa com um dispositivo eletrônico que mostrava números aleatoriamente, logo acima ou abaixo de 100. Os voluntários eram instruídos a pensar em números elevados ou pequenos. O objetivo era tentar “influir” no mecanismo. Os relatos do PEAR dão conta de que as pessoas poderiam alterar muito superficialmente o comportamento desses aparelhos, numa relação de 2 a 3 por 10.000, descontando o resultado randômico. Não é nada, não é nada… Não é nada.
Mas há outros experimentos. Como tentar fazer uma bolinha de pingue-pongue se movimentar. Ou influir no resultado do cara ou coroa – o que o laboratório garante conseguir fazer em 0.02% dos casos. Uau!
É o tipo de coisa que não atraiu o interesse de nenhum dos mais de 700 professores de Princeton. As revistas científicas também nunca levaram o trabalho do PEAR a sério. Corre a lenda que um editor chegou a dizer ao dr. Jahn que aceitaria publicar um estudo se ele fosse enviado telepaticamente.
Infelizmente o poder da mente das pessoas envolvidas com o PEAR não impediu o fechamento do laboratório.
São dois casos de corrupção envolvendo políticos. Um aconteceu no Japão; o outro ocorreu aqui por essas plagas mesmo.
No primeiro caso, o ministro da Agricultura, Toshikatsu Matsuoka, foi acusado de malversação de dinheiro público, teve seu nome ligado a uma série de escândalos de financiamento político. Entre os problemas, ele teria recebido dinheiro de um empresário.
Matsuoka teria que se explicar diante do Parlamento hoje. Resolveu se enforcar e deixou um bilhete explicando suas motivações. No Japão, tradicionalmente, o suicídio é visto como uma punição ou para evitar vergonha a parentes. O episódio respingou no primeiro-ministro Shinzo Abe, que se disse “tomado pela vergonha”.
Já em Pindorama… Acusado de usar laranjas e de ter contas pagas por lobistas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, optou por uma solução menos drástica. Quer resolver tudo com um discurso no plenário da casa, no Congresso. E recebeu a solidariedade do presidente Lula. Alguém tem dúvida de que vai ficar por isso mesmo?
p.s. Como lembraram os leitores, se a solução japonesa fosse aplicada por aqui, não haveria corda para todo mundo.
O blog aqui resolveu entrar nas comemorações do aniversário de “Guerra nas Estrelas”, já citado pelo Calil no Olha Só. Há exatamente 30 anos, em 25 de maio de 1977, a saga contando a batalha intergaláctica entre o bem e o mal, os embates entre os cavaleiros jedis e o lado negro da Força, foi exibida nos cinemas pela primeira vez.
Talvez o maior fenômeno cinematográfico da cultura pop, a série de seis filmes rendeu US$ 20 bilhões só de produtos licenciados (incluindo os famosos bonequinhos).
Vários dos seus personagens entraram para o imaginário popular, como os mocinhos dos episódios iniciais, Luke Skywalker, Han Solo e princesa Leia; os seres estranhos, como o peludo Chewbacca e o pequeno orelhudo mestre Yoda; os robôs C-3PO e R2-D2, uma homenagem ao Gordo e o Magro.
Mas o mais famoso de todos talvez seja Darth Vader, a síntese do lado negro da Força com sua roupa, capa e enorme capacete, tudo preto. E uma sinistra respiração mecânica meio gutural. Braço direito do imperador Palpatine, o vilão foi eleito o terceiro maior vilão da história do cinema (atrás de Hannibal Lecter e de Norman Bates).
Mas o que poucos sabem é que o malvado Darth Vader tem um irmão menos famoso e mais fracassado, mas que usa a mesma vestimenta. Quando era garoto, Chad Vader teve um acidente, perdeu o controle de sua bicicleta e foi arremessado dentro de um vulcão. Seu irmão, Darth, lhe enviou uma roupa especial, sem a qual ele não pode sobreviver.
Em vez de dirigir a Estrela da Morte, Chad é gerente diurno do supermercado Império, onde mostra o mesmo estilo do irmão, sem os mesmos resultados. Não há lado negro da Força que dê conta de subalternos pouco qualificados. É uma paródia que faz sucesso na internet, conta com oito episódios e alguns extras, quase todos já traduzidos para o português.
Pelo jeito o Brasil está fazendo escola com o Fome Zero, menina dos olhos do governo Lula. Obviamente há sempre uma adaptaçãozinha aqui, outra acolá. Na Romênia, por exemplo, um projeto-piloto vai distribuir cabras aos pobres. A idéia é ajudar o sustento de famílias menos favorecidas na cidade de Independenta, no interior do país. Inicialmente serão contempladas 20 famílias, cada uma receberá 10 animais, que não poderão ser vendidos – nem ir para a panela. Ou seja, é uma espécie de Bode Zero.
E o Hugo Chávez, hein? Agora resolveu virar produtor de cinema e competir com Hollywood. O presidente venezuelano anunciou que vai colocar US$ 18 milhões em um filme com o ator norte-americano Danny Glover sobre o revolucionário Toussaint L’Overture, que liderou no Caribe uma revolta de escravos contra os colonizadores no final do século 18. Segundo o jornal inglês “Guardian”, que publicou a reportagem, a idéia é “mobilizar a opinião pública mundial contra o imperialismo e a opressão ocidental”.
Será que o Lula vai ficar para trás nessa? Que filme ele poderia financiar?
Leitor do No Mínimo, um estudante da USP escreve para contar que a ocupação dos estudantes na reitoria da universidade desagradou alguns. Inconformado com a impossibilidade de dar o seu curso, um professor teria reagido atirando no meio da sala algumas cadeiras que estavam empilhadas. E justificou.
- Eles (alunos) são nazifacinoesquerdistas.
Intrigado com o neologismo, o aluno que enviou a história pergunta:
- O que seria isso?
Blog errado, amigo. A Palavra é… é domínio do Sérgio Rodrigues.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, resolveu comentar a suposta lista de políticos envolvidos no escândalo da vez, o que envolve a construtora Gautama. Em matéria publicada hoje em “O Globo”, com o título de “Tarso: centenas recebem `mimos´”, ele declarou o seguinte:
- Não há nenhuma lista. O que existe é uma relação das centenas de pessoas que receberam mimos e brindes da empresa, como ocorre em todas as empresas. Não há nenhuma lista de pessoas comprometidas com corrupção. Isso é uma invenção.
Ah, bom… Quer dizer que o ministro da Justiça do país acha normal que políticos e servidores públicos recebam “mimos” de empresas que têm negócios com o Estado? E, como se isso não bastasse, a se fiar na investigação da PF, “mimos” de empresas suspeitas de manter negócios ilícitos…
Nos últimos anos, a ensolarada Marbella virou um grande canteiro de obras na Europa. Uma quantidade enorme de prédios e conjuntos residenciais foi sendo construída no sul da Espanha, fazendo com que enormes guindastes virassem parte da paisagem de quem passasse pelas rodovias da Costa del Sol, como é conhecida
Com sua temperatura quente e agradável, clima mediterrâneo, a Andaluzia passou a atrair veranistas endinheirados do norte do continente e muitos aposentados que preferiam torrar suas pensões suando no calor espanhol a congelar no frio dos países de origem. A região também acolheu muitos príncipes árabes que encontraram no sul da Espanha a possibilidade de desfrutar da cultura européia em um clima assemelhado ao que estavam acostumados. Virou uma espécie de Miami da Europa.
Mas, além de velhinhos suecos e famílias de ingleses, a região também abrigou outro tipo de fauna que lhe valeu o apelido jocoso de Costa del Crime.
Não à toa. No último ano veio à tona um escândalo de corrupção envolvendo autoridades locais justamente na concessão de autorizações para construção de novas edificações. O processo já começou. E, até agora, dois ex-prefeitos e vários conselheiros estão presos. Semana passada chegou a vez de ouvir o espanhol Juan Antonio Roca, ex-assessor de Urbanismo da Prefeitura de Marbella e acusado de lavagem de dinheiro.
Pois o funcionário público é dono de uma fortuna de €2.4bilhões. Questionado sobre a origem da dinheirama, reunida nos últimos 15 anos, Roca respondeu ao juiz que amealhou a mufunfa graças à sorte. Ele alega ter ganho 80 vezes na loteria. A polícia acha que ele comprava os bilhetes premiados para limpar o dinheiro ilícito. E calculou que a chance matemática de Roca ter sido tão bem sucedido em todos os concursos citados por ele é de 1 em 43 quatrilhões. Ou 43.000.000.000.000.000
O azar de Roca é que não foi por aqui que ele teve essa sorte toda. Quem lembra do falecido deputado João Alves? Um dos famosos anões do Orçamento, ele dizia ter feito o seu pé de meia acertando 221 vezes na loteria. E nunca foi preso por isso.
O Cine Bombril (no Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2073 - tel. 11 3285-3696), em São Paulo, abriga hoje e amanhã, das 10h às 15h, com entrada gratuita, o Campeonato Brasileiro de Ioiô. Será uma etapa classificatória para o Campeonato Mundial, que acontecerá em agosto nos EUA. Quem for poderá acompanhar diversas “modalidades”, entre elas manobras com dois ioiôs por jogador. Além dos concorrentes, o evento terá apresentações de dois campeões mundiais: o brasileiro Rafael Matsunaga e o norte-americano Paul Yath.
Sem dinheiro para bancar o evento, a Associação Brasileira de Ioiô tinha apelado para a internet. Produziu e veiculou dois vídeos curtos no YouTube mostrando algumas manobras acrobáticas bem divertidas ao som de Chopin (aqui está o segundo). Pelo menos para eles o marketing viral funcionou e chamou a atenção da redação da “piauí”.
Mas o que uma revista para quem tem um parafuso a mais tem a ver com ioiô? Diretor responsável da “piauí”, Enio Vergeiro reconhece que a história do patrocínio parece brincadeira, mas explica.
- Um campeonato de ioiô é divertido, inusitado, curioso, imprevisível e bem-humorado. É a cara da “piauí”.
Faz sentido. Mas imaginemos se a moda pega… Que tipo de esporte o NoMínimo poderia apadrinhar? E a “Veja”? E a “Carta Capital”? E a “Caros Amigos”? E o “Jornal do Brasil”?
A julgar pelo noticiário internacional, certas coisas só acontecem na China. Ou na Índia, onde ocorreu esse episódio. Em Bihar, no leste do país, um trem parou e o maquinista não conseguiu colocá-lo em movimento novamente. O jeito foi apelar para uma mãozinha. Ou centenas delas. “Convidados” pelo condutor, os passageiros tiveram que descer e empurrar. E fizeram isso por 60 metros…
Bubba Ludwig não anda, balbucia algumas palavras, precisa de ajuda para comer e para se vestir, usa fraldas e gosta de brincar com uma bola branca. Bubba Ludwig tem 10 meses, herdou uma espingarda calibre 12 e conseguiu uma licença para usá-la. Bubba vive nos EUA, se alguém ainda não tinha adivinhado.
Para obter o porte para o filho, o pai, Howard, teve que preencher um formulário online e pagar US$ 5 (cerca de R$ 10). Recebeu a licença, com direito a fotinha do bebê e um garrancho à guisa de assinatura. Eis o vídeo para quem quiser ver.
A família Ludwig mora em Illinois, onde a legislação estadual é considerada uma das mais severas do país.
O pai disse que apesar da autorização, Bubba só vai poder pegar a espingarda quando tiver 14 anos. Ah bom…
A foto de 12 jovens ilustra com grande destaque a primeira página de um tradicional jornal do Brasil. A matéria tem o seguinte título: “Tráfico exibe poder de fogo pelo Orkut”. A legenda declara: “Doze traficantes com armas e coletes à prova de balas. Entre eles, uma mulher”. Em cima da foto está escrito: “Ousadia - Crime usa a rede impunemente”.
O texto na primeira página conta um pouco mais. “Integrantes do tráfico de todas as facções criminosas usam o Orkut para exibir armamentos poderosos e modernos. Enquanto isso, a tropa de elite da PM deixou a Vila Cruzeiro sem prender nenhum chefão do tráfico”.
Ok. Mas um pequeno detalhe atrapalha a história. Segundo o jornal “Extra”, a imagem é do grupo teatral Nós do Morro no filme “Cidade dos Homens”, ainda inédito.
p.s. (16.05.07) Aqui embaixo, também na primeira página, o Jornal do Brasil “admitiu” a trapalhada.
Segundo a reportagem, o desempregado Cícero Balbino da Nóbrega, de 20 anos, morreu na manhã de segunda-feira na cidade de Patos (PB) ao receber o coice de uma jumenta com a qual tentava fazer sexo. Atingido nos testículos, “Deca Batalhão”, como Cícero era chamado, estava sem camisa, com as calças abaixadas até o joelho quando foi encontrado, já morto. Apelidado de Mimosa, o animal estava amarrado ao seu lado. E, segundo testemunhas, costumava sofrer assédio por parte do desempregado. No Sudão ele teria que casar antes.
A Polícia de Mato Grosso do Sul prendeu, no dia das mães, Mariele Marques Rodrigo, de 25 anos. Ela foi acusada de deixar o filho, de apenas 1 ano, trancado por cerca de três horas dentro do carro, um fusca. Alertada por passantes que ouviram o choro do bebê, a polícia arrombou o automóvel. Com sinais de desidratação, a criança foi levada para um hospital. Enquanto isso, segundo as autoridades, Mariele se divertia em um baile em homenagem ao Dia das Mães, na Associação de Moradores do Itahum, em Dourados.
Hollywood já gastou algumas centenas de milhões de dólares especulando sobre a existência de vida alienígena. Em alguns filmes os extraterrestres são mostrados como invasores, em outros como seres bonzinhos. Muitas vezes a visão varia em função da conjuntura política ou cultural nos EUA.
Afinal, os pequenos homens verdes seriam amigáveis? Ex-consultores da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA, Travis Taylor e Bob Boan acham que não. Com dois outros autores eles escreveram “An Introduction to Planetary Defence: A Study of Modern Warfare Applied to Extra-Terrestrial Invasion ” (Uma Introdução à Defesa Planetária: Um Estudo da Guerra Moderna Aplicado à Invasão Extraterrestre) mostrando como podemos nos defender no caso de alienígenas aparecerem para escravizar a raça humana. É bom explicar que, ao contrário dos filmes de Hollywood, o livro não é uma peça de ficção. Pelo menos para os seus autores.
Na obra, os especialistas discutem probabilidades estatísticas de uma invasão espacial. Tratam de possíveis armas, táticas e estratégias de defesa. Discorrem sobre as eventuais razões para um ataque e como organizar uma defesa.
A idéia para escrever algo surgiu em 2001, após os ataques às Torres Gêmeas do World Trade Center. Os dois participavam de uma discussão sobre formas de defesa contra ataques terroristas. Como Taylor explica:
- Uma coisa que passou pela minha cabeça é que a única forma de os EUA se envolverem em uma guerra assimétrica sendo o lado mais fraco seria no caso de um ataque alienígena. Todo mundo riu, mas um minuto depois começaram a fazer considerações sobre o assunto.
Taylor acredita que é preciso criar um plano de emergência para essa eventualidade. E que a melhor forma de combater um inimigo mais poderoso, tecnologicamente mais evoluído, seria usar a mesma tática que os guerrilheiros islâmicos contra os EUA. Se isso ocorrer, acho que vai faltar caverna em Tora Bora pra todo mundo.
A coluna “Há 50 anos” de “O Globo” relata hoje um episódio pitoresco ocorrido em Recife durante a procissão de Quinta-feira Santa e publicado originalmente na edição do jornal em 11 de maio de 1957.
A encenação corria normalmente até que, sentindo uma chicotada mais forte, o ator que fazia Jesus Cristo largou a cruz no chão e partiu para cima do legionário romano que o açoitava. Tudo isso diante dos fiéis. Dá para imaginar a cena e a comoção do público com “Jesus” partindo pra porrada. Se fosse hoje em dia a cena já estaria no YouTube entre os vídeos mais vistos, né não?
Eis uma história triste. Em Essen, na Alemanha, a polícia encontrou o cadáver de um homem em um apartamento de um prédio que abriga residências e escritórios. Segundo as autoridades, o corpo é de um desempregado de 59 anos.
As autoridades acreditam que o senhor tenha morrido há sete anos. Provavelmente ele faleceu de causas naturais pouco após 30 de novembro de 2000, data da última correspondência achada no apartamento. Junto ao corpo a polícia encontrou moedas de marcos alemães, que saíram de circulação com a adoção do euro, em 2002.
O chocante é que sua morte passou despercebida. Não havia nem mesmo um registro policial de desaparecimento. Imaginem morrer e, sete anos depois, ninguém ainda ter percebido…
p.s. (15.05.07) E aqui (em inglês, na BBC) uma história semelhante ocorrida esta semana na Espanha.
Lema do governo de Hugo Chávez, o slogan “pátria, socialismo ou morte” agora é obrigatório entre os militares venezuelanos. “Especialmente quando um subalterno se dirige a um superior, antes de solicitar permissão para falar ou se retirar”.
Será que eles também precisam fazer algum gesto de saudação específico?
O eBay tirou do ar a página de leilão do amigo imaginário aí embaixo. Provavelmente porque, se a transação fosse mesmo para valer, não haveria como entregar o “produto”.
Mas, pelo jeito, há muita gente com um amigo imaginário para chamar de seu. No orkut existem várias páginas sobre o assunto, com milhares de integrantes. Quem tiver uma conta por lá pode dar uma espiada em algumas das comunidades (aqui ou aqui, entre outras) em que o assunto é discutido e confissões são feitas (o nome do amiguinho, por exemplo).
Já que Jon Malipieman desapareceu, surgiram outros anunciantes querendo passar adiante os seus amigos imaginários. Por enquanto, no eBay, estão sendo oferecidos Dougie, que “tem” 12 anos e gosta da cor verde; Jasmine Chan, que é “descrita” como bem amigável e muito bonita; o irlandês Liffy; Timothy, que gosta de jardinagem, trens de brinquedo e de jogar playstation; Sam, que vem com certidão de nascimento; e Tom Lee.
E os lances estão bem mais baixos (10 libras para um amigo para a vida inteira). Parece que o produto deu uma desvalorizada.
Se você nunca teve um amigo imaginário quando criança, eis sua grande chance de resolver essa frustração. Um inglês de 27 anos, de Newport, resolveu colocar um a venda no eBay. O tal amigo imaginário se chama Jon Malipieman e, segundo o anunciante, é “muito amigável”. Quem efetuar a compra, que até agora já teve 32 lances, receberá uma lista das coisas que Jon “gosta e não gosta” – além do “seu auto-retrato”(“visível” aí em cima). O leilão termina amanhã e, por enquanto, já tem gente disposta a pagar 9.600 libras por Jon (cerca de R$ 38.700).
Antes de arriscarem um lance, os interessados podem fazer perguntas ao anunciante – identificado no eBay como “thewildandcrazyoli”. Eis algumas questões:
P: Da última vez que comprei o amigo imaginário de alguém, a amizade entre nós dois nunca se materializou… Na verdade, ele raramente apareceu e mal falava comigo. Você pode me garantir que com Jon será diferente?
R: Jon responde: Sim, eu serei diferente. Adoro fazer novos amigos e conversarei tanto contigo que você vai até cansar! E contarei para você todos os meus hobbies, interesses, do que gosto, do que não gosto etc.
P: Se não nos dermos bem, posso devolvê-lo?
R: Desculpe, mas não há devolução de dinheiro. Mas eu posso enviar um novo amigo se ele não o satisfizer.
P: Eu sou uma pessoa muito musical, mas não tenho amigos… Ele toca “air guitar” (guitarra imaginária)?
R: Sim, ele toca air guitar profissionalmente e adoraria ser seu amigo.
P: Ele é solteiro?
R: Sim, ele está solteiro no momento. Ele costumava ser namorador, mas ultrapassou essa fase, está querendo sossegar e conseguir um namoro tranqüilo.
Parece uma versão das piadas do tipo “tenho uma boa notícia e uma má notícia”. Mas essa é real. Há dois anos, sentindo fortes dores abdominais, John Brandrick, 62 anos, procurou o Royal Cornwall Hospital, em Treliske, na Inglaterra. Os médicos diagnosticaram um câncer no pâncreas em estado avançado. Ele teria poucos meses de vida. Desenganado pelos médicos, resolveu aproveitar o pouco tempo que tinha como se não houvesse amanhã. Largou o emprego, vendeu ou deu quase todos os bens, parou de pagar a hipoteca a gastou os caraminguás que tinha jantando fora e viajando. Suas roupas de inverno, por exemplo, foram doadas para a Cruz Vermelha.
Brandrick ainda preparou o próprio funeral. Seus pertences hoje vão pouco além de um terno preto, uma camisa branca e uma gravata vermelha – a vestimenta do enterro.
É o tipo de situação que acontece. Saber quando vai morrer e se preparar para isso. Mas o problema é que os seis meses se passaram e a morte não chegou. Brandrick continua vivinho da vida. E os sintomas começaram a desaparecer.
Agora descobriu que houve um erro de diagnóstico. Não era câncer. Era uma pancreatite. Sem dinheiro e sem emprego, está pensando em processar o hospital por não ter morrido. Teria sido melhor buscar uma segunda opinião.
Na Inglaterra, na eleição municipal dessa semana, houve um empate entre os postulantes na disputa de uma das cadeiras no conselho em West Lindsey, distrito de Lincolnshire, no leste do país. O candidato conservador e o liberal democrata tiveram 781 votos cada. Sabem como foi resolvida a questão? Como manda a lei em casos assim. Jogando uma moeda.
Nos EUA, o debate que reuniu os pré-candidatos do Partido Republicano à Presidência revelou uma curiosidade. Três dos postulantes não reconhecem como correta a evolução da espécie proposta por Darwin. São o senador Sam Brownback (do Kansas), o governador Mike Huckabee (do Arkansas) e o deputado Tom Tancredo (do Colorado). Eis o vídeo no YouTube para quem quiser conferir.
Questionados pelo mediador se algum dos presentes não acreditava na teoria, os três levantaram a mão. São criacionistas que acham que Deus criou o mundo em sete dias e o homem no sexto, junto com os dinossauros e os outros animais.
E a gente ainda reclama do nível dos nossos políticos…
É com imenso pesar que o Nonsense comunica o falecimento da cabra que foi personagem aqui do espaço ao se casar com o senhor Tombe no Sudão.
Rosa, como era conhecida pelos mais chegados, morreu asfixiada após comer um saco plástico em uma rua de Juba, no sul do Sudão.
Ela virou uma celebridade na Internet após a história de seu relacionamento com o senhor Tombe vir a público. Os dois foram forçados a casar depois de flagrados em ato sexual. Na época, o senhor Tombe alegou embriaguez. Discreta, Rosa optou pelo silêncio.
Rosa deixa um marido inconsolável – que, enlutado, não fez comentários sobre a morte da amada – e um filho pequeno nascido após o casamento (um pequeno cabrito, é importante ressaltar). Apesar do evidente adultério cometido por sua esposa, o agora viúvo senhor Tombe ficou com a guarda do filho de sua querida e inesquecível cabra.
Aconteceu na Bulgária. Vassil Ivanov, de 37 anos, fugiu da prisão Stara Zagora em 2005, na Páscoa. Mas não se readaptou à vida em liberdade, sentiu saudade dos amigos da prisão e pediu para voltar a ver o sol quadrado.
- Senti falta dos meus amigos aqui e me sentia miserável em liberdade.
No dia do trabalhador, a Força Sindical elegeu como o tema de sua festa “Os Trabalhadores em Defesa do Planeta”. Realizado na praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo, o evento pedia uma mudança de hábitos com relação ao consumo de água, energia elétrica e reciclagem do lixo. O presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, explicou de forma simples e direta a escolha da questão.
- Coisa de ambiente, vamos falar a verdade, até pouco tempo atrás era coisa de veado. Agora nós queremos fazer com que todos os trabalhadores defendam o meio ambiente.