Luiz Antonio Ryff
       
     

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Spam é coisa de analfabeto

Wednesday, October 28th, 2009

Spam falso Gol

Por que as mentes criativas que bolam spams são de sujeitos praticamente analfabetos é um dos mistérios insondáveis da existência. Um exemplo é este aí em cima que recebi esta semana (copiado um dúzia de vezes, aliás). Diz o texto:

“A Gol retorna nesta semana a promoção de tarifas a partir de R$ 0,99 que foi feita alguns meses atráz. A promoção oferece bilhetes com desconto saindo de todos os destinos Brasileiro. Mais Informações podem ser adquiridos somente no link abaixo (o tal clique costuma ser a armadilha para o incauto).”

Você sabe o que é cronismo?

Wednesday, September 16th, 2009

É uma palavra que é mais usada em inglês, curiosamente. Cronismo é quando as pessoas nomeadas para posições importantes de governo ou da administração pública são escolhidas mais pelas relações a longo prazo que mantêm com quem tem a tarefa de fazer a indicação do que pela qualificação técnica.

Um país se faz com homens e livros

Friday, September 11th, 2009

Coitado do Monteiro Lobato, autor da frase acima… Deu na coluna Gente Boa, de O Globo, que a Bienal do Livro, no Rio, distribuiu credenciais com a inscrição “acessoria de emprensa”.

Mobral neles!

Irrevogável no dicionário político

Friday, August 21st, 2009

Ontem de manhã, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) anunciou pelo Twitter que estava deixando a liderança do partido por conta do episódio envolvendo o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Mercadante, que é pré-candidato à reeleição no próximo ano, estava enfraquecido e isolado no cargo. No discurso, defendia a apuração dos atos secretos e o afastamento de Sarney. Embora o PT tivesse orientado os petistas no Conselho de Ética a votarem pelo arquivamento de 11 representações contra o peemedebista. Mas se pessoalmente era contra, como líder não mexeu uma palha para atrapalhar o jogo político do Planalto.

“Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável”, escreveu ele às 8h15.

Não subiu. Atendeu a um pedido do ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB), para, antes, conversar com o presidente Lula.

Essa meia-volta foi ironizada até por aliados do governo, como Wellington Salgado (PMDB-MG), o suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

- (Mercadante) Queria mesmo era ser chamado pelo presidente Lula, sentar no colo do papai e ganhar um cafuné. Mas acabou arrebentando o partido.

Hoje, depois da conversa, Mercadante voltou atrás teve o seu “dia do fico”. Fez que foi, mas não foi, e anunciou que permanecerá como líder do partido no Senado. Alegou que não poderia “dizer não” a Lula. Afinal, quem ousa dizer não a Lula?

Mercadante, no fim das contas, revogou o irrevogável. Em política algumas palavras têm significado diferente mesmo.



 
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